1. Princípios
- Menor privilégio: por padrão, novos membros começam sem acesso, a escrita começa desligada e as ferramentas de maior risco precisam ser ativadas uma a uma.
- Defesa em camadas: autenticação, autorização e limites são conferidos a cada requisição, no servidor.
- Mínimo de dados: o Provia não guarda o conteúdo das consultas e esconde senhas e tokens de tudo o que envia à IA.
2. As credenciais do seu sistema
- Os tokens, usuários e senhas de API das suas conexões são criptografados com AES-256-GCM antes de serem gravados. Cada credencial fica vinculada à empresa e à conexão a que pertence: uma cópia levada para outro registro não pode ser decifrada.
- As chaves de criptografia ficam fora do banco de dados e podem ser trocadas periodicamente, sem interromper o serviço.
- Tokens e senhas nunca voltam para a tela: esses campos são somente de escrita, e o painel mostra no máximo os quatro últimos caracteres de um token, para você saber qual está em uso. Só os campos que não são segredo, como o identificador do usuário da API, aparecem de novo para o administrador editar a conexão.
- As credenciais só são decifradas no servidor e só quando são necessárias: para chamar o seu sistema, depois que o acesso da pessoa foi autorizado, ou quando um administrador testa ou edita a conexão.
- Mudar o endereço de uma conexão para outro servidor exige informar de novo todos os segredos. Assim, ninguém consegue desviar um token salvo para um servidor próprio.
3. O que a IA recebe (e o que não recebe)
- A IA recebe apenas o resultado de cada ferramenta que ela chama. O token da conexão nunca é enviado a ela.
- Senhas (PPPoE, central do assinante, equipamentos), chaves Wi-Fi, tokens e outros segredos são substituídos por
***em todas as respostas. Se o seu sistema devolver por engano alguma credencial da conexão, ela também é apagada antes de a resposta sair do Provia. - Em cada conexão, você pode ativar o mascaramento de dados pessoais: CPF, telefone, e-mail, endereço e nome passam a aparecer parcialmente ocultos nas respostas.
- Respostas muito longas são limitadas, para não enviar à IA mais dados do que o necessário.
- O Provia não guarda o conteúdo das consultas nem as respostas.
4. Quem pode fazer o quê
- Cada empresa é uma organização com administradores e membros. Os administradores cadastram conexões, liberam acessos e gerenciam chaves e assinatura.
- Em cada conexão, o administrador define o acesso de cada pessoa: sem acesso, leitura ou escrita. Por padrão, novos membros começam sem acesso.
- A escrita de cada conexão começa desligada: mesmo quem tem permissão de escrita só altera dados depois que o administrador ligar a escrita na conexão.
- Ferramentas de maior risco, como bloquear cliente, dar baixa em cobrança ou derrubar a conexão PPPoE, ficam ocultas até serem ativadas uma a uma. O administrador também pode desativar qualquer ferramenta.
- O acesso efetivo é sempre o menor entre a permissão da pessoa, o nível da chave usada e a configuração da conexão. Quem só tem leitura nem vê as ferramentas de alteração.
- Ao remover alguém da equipe, o acesso dessa pessoa termina já na requisição seguinte, e as chaves de API dela são revogadas automaticamente. Ao tirar o acesso de alguém a uma conexão, as chaves dessa pessoa naquela conexão também são revogadas, e não voltam a funcionar se o acesso for liberado de novo.
5. Alterações em duas etapas
Toda ferramenta que altera dados funciona em duas etapas, controladas pelo próprio Provia. A primeira chamada só devolve uma prévia do que seria feito, e nada muda no seu sistema. A alteração só é executada numa segunda chamada, com confirmação explícita.
A IA é instruída a mostrar a prévia e a pedir o seu “sim” antes de confirmar, e os aplicativos de IA costumam pedir a sua aprovação antes de executar ações. Antes de executar, o Provia confere de novo se a pessoa ainda tem permissão de escrita, e prévias e execuções ficam registradas na auditoria.
6. Como as IAs se conectam
- No Claude e no ChatGPT, cada pessoa conecta com a própria conta do Provia, por login OAuth 2.1 com PKCE (o ChatGPT só aceita esse modo). O token emitido identifica a pessoa e não dá acesso direto ao seu sistema.
- No Claude Code, Cursor, VS Code, Gemini CLI e n8n, usa-se uma chave de API do Provia (Claude Code, Cursor e VS Code também aceitam o login OAuth). A chave tem 256 bits aleatórios, é mostrada uma única vez, vale para uma conexão e um nível de acesso, pode ter data de validade e pode ser revogada na hora. Guardamos apenas uma assinatura (HMAC-SHA256) da chave, nunca a chave.
- Chaves e tokens só são aceitos no cabeçalho de autorização, nunca na URL, onde poderiam vazar em registros de acesso.
- A cada requisição, o Provia confere no banco de dados se a pessoa ainda é da equipe, se tem acesso àquela conexão, se a assinatura da empresa está ativa e se a conexão está habilitada. Nada disso fica em cache.
- Quem não tem acesso recebe sempre a mesma resposta de “não encontrado”, sem descobrir se uma conexão existe.
7. Proteção do seu sistema
- O Provia só se conecta a endereços públicos da internet. Redes internas, endereços reservados de nuvem e redirecionamentos são bloqueados, para que ninguém use o Provia como ponte para outros servidores.
- São aceitas as portas 443, 80, 8080 e 8443; outras portas podem ser liberadas pela equipe do Provia, nunca as de serviços que não são web (como SSH, bancos de dados e e-mail). Recomendamos HTTPS: conexões sem criptografia (http) só funcionam com autorização explícita na conexão, com aviso.
- Cada chamada ao seu sistema tem limite de tempo e de tamanho de resposta.
- Limites de uso protegem o seu sistema de excesso de requisições: até 60 requisições por minuto por pessoa em cada conexão e até 300 por empresa.
8. Auditoria
- Toda chamada de ferramenta fica registrada: quem usou, com qual credencial (login ou chave), em qual conexão, qual ferramenta, quando, com qual resultado e em quanto tempo. Também ficam registradas as mudanças feitas no painel do Provia em conexões, liberações de acesso, chaves de API, acesso padrão de novos membros e assinatura, as ações da equipe de suporte e as recusas de acesso a pessoas já identificadas (as repetidas, no máximo uma vez por minuto). Convites, papéis e remoções de membros, as configurações da conta e as entradas na conta são registrados pelo serviço de login (Clerk).
- Os registros não guardam os argumentos, as respostas, os tokens nem os dados pessoais dos seus assinantes.
- Os administradores consultam a auditoria no painel, e cada membro vê os próprios registros.
- O Provia também guarda o endereço IP de origem, com data e hora, de cada uso das ferramentas pelas IAs e de cada ação realizada no painel do Provia sobre conexões, liberações de acesso, chaves de API, acesso padrão de novos membros e assinatura, e das ações da equipe de suporte, além das recusas de acesso registradas. É uma obrigação legal: o art. 15 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) exige esses registros de acesso, e a LGPD permite tratá-los para cumprir a lei (art. 7º, II). Eles ficam só nos servidores do Provia e são vistos apenas pela equipe da JRS Tecnologia: não aparecem no painel da sua empresa nem em exportações. As entradas na conta (login) são registradas pelo serviço de login (Clerk), que trata esses dados em nome da JRS Tecnologia, assim como a gestão de membros e da organização (convites, papéis e remoções) e as configurações da conta, feitas nas telas desse serviço.
9. Retenção e exclusão de dados
- Auditoria: os registros são apagados depois de 12 meses.
- Registros de acesso: o endereço IP é apagado depois de 6 meses, o prazo do Marco Civil da Internet.
- Conexão excluída: as credenciais são apagadas junto com ela, assim como as liberações de acesso e as chaves de API da conexão.
- Organização excluída: a assinatura do Provia é cancelada imediatamente, sem reembolso proporcional do período já pago, e o acesso de toda a equipe termina. 90 dias depois, apagamos as conexões e as credenciais delas, as liberações de acesso, as chaves de API e os membros, e o nome e o identificador curto (slug) da organização são anonimizados: o nome passa a ser “Empresa excluída”.
- Cobrança: os identificadores de cobrança e as faturas são guardados pelo prazo das obrigações fiscais (5 anos), mesmo depois da exclusão da organização. Os registros de auditoria restantes seguem até completarem 12 meses.
Os detalhes estão na Política de Privacidade.
10. Infraestrutura e desenvolvimento
- Aplicação hospedada na Vercel e banco de dados Postgres na Neon, ambos na região de São Paulo.
- Tráfego sempre criptografado (HTTPS), com cabeçalhos de segurança no navegador, como CSP e HSTS.
- Isolamento entre empresas: as consultas ao banco de dados feitas para uma empresa são sempre filtradas por ela, e ninguém de uma empresa vê os dados de outra.
- Login gerenciado pela Clerk, com proteção contra robôs. Avisos de pagamento e de conta (webhooks) só são aceitos com assinatura válida.
- Dependências de software com versões fixas, revisadas e adotadas só depois de um período de espera de uma semana após cada publicação, para reduzir o risco de pacotes comprometidos.
11. Boas práticas para o seu provedor
- Crie no seu sistema um usuário ou token exclusivo para o Provia, com permissões mínimas.
- Use HTTPS no endereço da API do seu sistema.
- Libere escrita só para quem precisa e deixe desligadas as ferramentas de risco que não forem usadas.
- Ative o mascaramento de dados pessoais se a equipe não precisar ver CPF e contatos.
- Revise a auditoria com frequência e revogue as chaves de quem sair da equipe.
- Oriente a equipe a conferir as prévias antes de confirmar alterações.
12. O que você precisa saber
- IAs podem errar ou entender um pedido de outro jeito. Confira as respostas e as prévias antes de confirmar.
- Os resultados das ferramentas são enviados ao fornecedor de IA escolhido pela sua empresa e seguem as regras desse fornecedor. Veja a Política de Privacidade.
- Textos que vêm do seu sistema, como nomes e observações, chegam à IA como estão. Um texto malicioso cadastrado ali poderia tentar influenciar a IA: por isso as alterações sempre passam por prévia e confirmação.
- O Provia ainda não tem IP de saída fixo. Sistemas que só aceitam IPs liberados ainda não funcionam com ele. Um IP fixo está nos nossos planos, ainda sem data definida.
13. Como reportar uma vulnerabilidade
Encontrou uma falha de segurança? Escreva para seguranca@jrstecnologia.digital com os detalhes para reproduzi-la. Pedimos que você não acesse dados de terceiros nem prejudique o serviço durante os testes. Respondemos o mais rápido possível.